sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mon rêve.


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Acho   que compartilho com algumas pessoas minha vontade de conhecer Paris. Tenho plena consciência de que não sou a única a sofrer desse mal (ou seria bem?) parisiense.
   Lembro-me de quando era pequena e comecei a querer explorar o sotaque francês. Porém só podia me contentar com trechos de música que ouvia sem querer de algum canal que por um acaso decidiu passar um clipe com uma música francesa ou quando eu ia para casa do meu avô e ele decidia colocar suas fitas (é do tempo da fita) com músicas ‘bregas’ francesas (bons tempos!). Na escola,  tive que me acostumar com o inglês. Até gosto, porém o sotaque parisiense não me largava. Enfim, o tempo passou e abafei um pouco do meu sonho de  Paris. Até que em pleno ensino médio, quando eu pensei que teria que me contentar novamente com a obrigação de estudar o inglês (deixo bem claro que não tenho nada contra o inglês. Sou até fã de uma cantora norte americana.), me deparo com a língua francesa. Porém as turmas eram divididas, turmas para a língua inglesa, espanhola e, claro, francesa. Infelizmente minha turma ficou com inglês:-/ . Mas não me dei por vencido! Justo no dia e na hora da minha  aula de inglês era aula de francês na turma vizinha. Enfim, assisti apenas três aulas, mas foram o suficiente para que eu continuasse a almejar Paris novamente.
   Nunca deixei esse sonho tão claro como agora, nem mesmo para os meus amigos mais íntimos (a não ser pêra minha mãe que ficava furiosa quando eu insistia que sabia falar francês ). As vezes é preciso guardar um sonho para que não o tomem de você. Mas como garantia deixei uma parte deste trancafiada num cofre do qual só eu tenho a chave. Falando nisso...acho que engoli a chave. J
Enfim, a todos vocês que são parisienses, não só de naturalidade, mas também de coração, meu MERCI BEAUCOUP.  Espero um dia vê-los, quem sabe na torre Eiffel. :)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tico e Treco.




Tecnologia.
Tecnólogo.                        
Tecnológico.
Técnica.
Deu treco.
Técnico...
Ou médico?
                                         "Se a gente não tivesse dito tudo tão depressa.
                                               Se não fizesse tudo tão depressa.
                                               Se não tivesse exagerado a dose.
                                                 Teria vivido um grande amor."



"Vamos falar mais baixo.
Vamos parar pra escutar uma barriga roncando, 
uma mamãe chorando.
Vamos ouvir a noite cair e o sol ajuda-la a se levantar.
Outra beleza não há." 

Não vou mais falar de amor.







 Não vou falar mais do sol, nem do mar. Das ondas ou luar. Não falarei mais de borboletas, nem de flores. Nem de músicas ou de cores. Não direi mais nada sobre cartas de amor, mais nada sobre provas de amor. Não falarei mais de abraços, muitos menos sobre laços. Não falarei sobre amizades e esquecerei que já tive saudades. Não falarei de poesias, muito menos de alegrias. Me calarei diante da felicidade e fingirei que não existe a verdade. Não falarei de trocas de carinho, nem de rosas com ou sem espinhos. Não falarei de renascimentos, nem sobre qualquer sentimento. Não falarei de amarguras, nem daquilo que nos leve a loucura. Não falarei sobre lágrimas nem de páginas viradas. Não falarei sobre natureza, muito menos sobre beleza. Enfim, acho que não falarei mais de nada.


Falem mais de amor. O mundo está virando um caos porque todos estão silenciando.






Borboleta.

Um dia eu quis te ter.
E consegui.
Mas estava na hora errada.
E deixei você voar.                                 

Certo dia pensei te ver.
Enganei-me.
Era miragem.
Eu tinha deixado você voar.

Tentei me convencer.
E vacilei.
Eu estava bem.
Aí você decidiu voar.

Decidi esquecer.
Não consegui.
A saudade me acompanhou.
Mas já tinha deixado você voar.

Até que vi você reaparecer.
Suspirei como se fosse o último.
Nos demos as mãos.
E decidimos voar.

Socialização.


     Qual o seu ponto de vista em relação a legalização da maconha?Será que o tráfico vai acabar depois dessa legalização? Será que a quantidade de usuários aumentaria? Só existe desvantagens em relação a legalização dessa droga?
  
   
   Essa questão da legalização da maconha está muito em alta. 
Tenho alguns amigos que a utilizam. Quando essa questão começou a ser mais abordada na mídia, admito que comecei a me interrogar se seria ou não a melhor opção  para a sociedade em que vivemos.
    Realmente, a Cannabis sativa( nome científico da maconha) não tem apenas lados negativos. Ela também pode ser usada como remédio para o tratamento de várias doenças. (Imagine, não existirá mais o definição ‘maconheiro(a),’ agora vão ser pessoas que estão fazendo tratamento com a cannabis sativa. Sei não, viu?) Espero que se for legalizado, a questão medicinal  não seja uma desculpa para contrair o vício.
    Um ponto que se deve levar em consideração é a questão do tráfico. Muitas pessoas acham que o  tráfico diminuiria. É pura ilusão! O tráfico é bem mais complexo do que se pensa. No caso, se a maconha for legalizada, o cigarro dela suponhamos que seja vendido por R$ 4,00, o tráfico venderia por R$1,00. A diminuição do tráfico é pura ilusão. Sem falar no aumento da oferta da maconha. ACORDEM!
    A outra questão são os jardins. Aqui em Fortaleza temos o jardim japonês, com os governantes que temos hoje, eles, talvez iriam criar o jardim jamaicano ( a imaginação vai de cada um!).
    Outro ponto, se não o mais importante, são os adolescentes. Essa é a fase em que acontece grande parte das descobertas, sejam sexuais (já passei por isso) ou pessoais. É a fase em que tudo se quer experimentar. É a fase em que mais sofrem influências, sejam positivas ou negativas. Quando eu estava nessa fase, influências não me faltaram. Algumas me deixei levar (fui porque eu quis) outras evitei. Uma destas foram justamente a questão das drogas. Não me faltaram oportunidades. Quando chegava alguém me oferecendo algo do tipo, me lembrava das coisas que minha mãe dizia. Era aí que revia todos os conceitos e repensava se realmente era isso que eu queria me tornar. Porém nem todos os jovens tem essa educação familiar. Na época eu evitei, mas vi alguns amigos se deixarem levar e hoje não conseguem mais se sair. Não falo só da maconha, mas de outras drogas, que são legalizadas, também. Então, será mesmo que você quer que ofereçam para seu filho, na porta da escola, algo que o façam ficar dependente como se fosse normal? PENSE!
     Outra questão é a fumaça. Mano! Imagina você na parada de ônibus e chega um grupo de amigos cada qual com o cigarro de maconha na mão. Imaginou? Ou você sai de perto e vai pra parada (ow!” Parada”.) mais próxima ou fica lá curtindo o “bagulho” também. CUIDADO! Se você não tiver costume é melhor estar preparado para os efeitos colaterais.
   Enfim, não estou dizendo que tudo são cravos. Como falei no início existem lados positivos (eu acho.) Mas no país que a gente vive é melhor que se repense no caso. Deveria existir, desde já, campanhas preventivas contra o consumo de drogas, mas são campanhas de verdade não essas de mentirinha que lançam só pra dizer que tentaram fazer alguma coisa. Se for legalizado, espero que haja fiscalização. Espero que haja leis preventivas e façam valer mais a educação ( A VÁ! É MESM’É?).  Os pais, também, deveriam se envolver mais na educação de seus filhos. Certos valores estão sendo esquecidos. Se a correria do dia a dia os impedem, parem um pouco e andem mais. Seus filhos precisam de vocês.


                                    

by:Norah Jones

December come to me  
I hope I can see                                    
You not just in dreams.                                       

I will let you be
Why can't you believe
How much you really mean


December won't you come
Back with snow even sun
Don't say that it's done.                                     

sábado, 10 de setembro de 2011

Será?

Foi na manhã de sábado sua primeira experiência. Mal sabia que aquilo mudaria sua vida.


Chegou em casa em silêncio. Não se atrevia a falar com ninguém. Temia que pudessem desconfiar de algo. Tal experiência fez com que ele mudasse totalmente sua concepção de ver e julgar o mundo.

Entrou em seu quarto, trancou a porta e lá ficou por mais de uma hora. Estava confuso e precisava pensar. Temia o que poderia ser dali pra frente. Precisava de alguém para conversar sem que o descriminasse. Imaginava como seria a reação de seus pais quando descobrissem: ”Não foi para isso que te eduquei.” Falaria seu pai.

Vivia em conflito constante com seu pai. E tinha certeza de que ele não aceitaria tal condição. Porém uma hora ou outra ele teria que falar. Era melhor que soubessem por ele entes que alguém comentasse com os mesmos.

Com o passar do tempo a dúvida foi dando lugar a certeza. Agora sabia realmente o que queria, não conseguia mais se imaginar de outra forma. Continuava fazendo o que gostava, mas escondido de seus pais e isso o atormentava bastante. Apesar dos conflitos em casa, não suportava o fato de fazer coisas escondidas. Estava satisfeito com sua descoberta, mas sua consciência pesava quando estava em casa. Até que naquele mesmo dia resolveu que assumiria para seus pais o que havia se tornado.

Como toda mãe, a sua já desconfiava e algo, mas tentava evitar a verdade.

Chegada a hora do jantar, todos sentaram-se ao redor da mesa e saboreavam a comida enquanto ele se preparava para se assumir. Sentia-se tenso, suas mãos suavam e parecia que seu coração iria sair pela boca. Não poderia mais adiar ou viveria com o peso sobre suas costas. Respirou fundo e decidiu começar:

_ Mãe, pai tenho algo que há muito tempo venho querendo falar-lhes.

Seus pais o olharam já desconfiados do que seria. Puseram a comida de lado e voltaram sua atenção para ele. E continuou:

_ Vivi uma experiência que me deixou bastante confuso, mas no decorrer do tempo percebi que não haveria outra forma de ser que me deixasse tão realizado como estou agora.- Assim como ele seus pais pareciam angustiados.-_Sei o quanto pode parecer estranho pra vocês. Sei que com a educação que vocês me deram não deveria, talvez, ser o que sou. Mas não é uma escolha. É uma condição de vida. Sei o quanto vai ser difícil para vocês me aceitarem, mas espero que com o tempo vocês entendam.

Sua mãe chorava compulsivamente. Agora ela tinha certeza da opção de seu filho. Ela sabia do comentário da vizinhança. As saídas de seu filho altas horas da noite não lhe deixara dúvidas. Agora tudo se encaixava.

E prosseguiu:

_Mãe, pai preciso contar-lhes que eu...eu sou...eu sou taxista!

Seus pais se olharam surpresos. Não conseguiam entender a escolha do filho. Sabiam da paixão dele por carros, mas não sabiam que essa paixão o levaria a optar por ser taxista.

Seu pai retirou-se da mesa inconformado. Não conseguia entender a escolha do filho. Tanta educação para nada. Como explicaria para seus amigos da alta sociedade que seu filho era taxista? Isso era inadmissível.

A mãe, ainda com lágrimas nos olhos, abraçou o filho mesmo não concordando com sua decisão e falou:

_ Sei como vai ser difícil daqui pra frente. Mas sou sua mãe e ficarei a seu lado independente de qualquer coisa, mas eu espero que você compreenda seu pai. Você sabe que tudo que ele investiu em você não foi para que se tornasse um simples taxista. O sonho dele era ao menos que você fosse piloto de fórmula 1.

Se abraçaram e ele ficou pensando em como seria dali para frente. Sabia que seria julgado, mas independentemente do que falassem daria continuidade ao seu trabalho. Quem sabe até conseguiria ter sua própria frota de táxi.



Fim.



Talvez com o passar do tempo seus pais entendam ou ele decida ser piloto de fórmula 1, enfim...a questão é que nunca devemos guardar expectativas sobre o futuro, seja o nosso ou dos outros. Nem sempre o que parece é ou será. J



                                                                                                                       Fikdik!